Serviços Socioambientais

© Lilo Clareto /ISA

O território do Xingu presta importantes serviços socioambientais para a humanidade.

Saiba +

           

Serviços Socioambientais

Serviços Socioambientais

© Lilo Clareto /ISA

O território do Xingu presta importantes serviços socioambientais para a humanidade.

Se o Corredor do Xingu não existisse, os brasileiros teriam que conviver com 1 bilhão de toneladas de CO2 a mais na atmosfera.

ServSocAmbSaibaMaisImg01

Carbono:

- A contribuição do Corredor de Sociobiodiversidade do Xingu para o clima, ao armazenar carbono em forma de árvores, é maior que a contribuição de todo o mercado voluntário de carbono nos últimos 10 anos (1,16 bilhões de toneladas de CO2e e 0,93 bilhões de CO2e, respectivamente).

- A preço de mercado, o estoque de carbono do Corredor de Sociobiodiversidade do Xingu valeria aproximadamente R$ 256 bilhões, considerando o valor médio do carbono de projetos de REDD (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação) nos últimos anos.

- O estoque de carbono do Corredor de Sociobiodiversidade do Xingu corresponde a cerca de 10 vezes as emissões brasileiras de todos os setores em 2013 – agropecuária, processos industriais, mudança de uso da terra, resíduos e energia.

O Xingu transporta até 800 bilhões de litros de água do solo para a atmosfera todo dia. Com isso, contribui diretamente com as chuvas no Sul e Sudeste do Brasil.

© Pedro Martinelli/ISA

Chuvas:

- O volume de água evaporada/transpirada nas florestas do Corredor de Sociobiodiversidade do Xingu em apenas um dia equivale aproximadamente a 881 bilhões de litros, o que é suficiente para atender a demanda hídrica da área plantada com soja em todo o Centro-Oeste do Brasil (13 milhões de hectares), o dobro da área plantada no estado do Mato Grosso (7,9 milhões de ha.) e mais da metade da área plantada com soja no Brasil em 2013 (28 milhões de ha).

- A quantidade de água que as florestas do Corredor de Sociobiodiversidade do Xingu lançam à atmosfera (por meio da evapotranspiração) é suficiente para irrigar uma área de plantação de soja de aproximadamente 15,1 milhões de hectares, cujo valor bruto ultrapassa os R$ 45 bilhões ano.

No Xingu é produzido o Tikyt: um sal vegetal à base de potássio, que evita o aumento da pressão arterial.

FrazaoProduction/Shutterstock.com

Biodiversidade:

- O Tikyt – conhecido como sal vegetal, é patrimônio do conhecimento de várias etnias do PIX, mas principalmente do povo Aweti do Parque do Xingu–, produzido através do processamento da planta aquática Aguapé, resulta em um sal à base de potássio e não de sódio como o sal marinho, que não provoca alta de pressão arterial, um dos efeitos nocivos do sal que consumimos hoje nas cidades.

- Pelo menos 187 espécies animais presentes na lista de animais ameaçados de extinção da IUCN de 2009 habitam a região da bacia do Xingu.

- O monitoramento de uma única propriedade de 82.000 hectares localizada na floresta de transição entre Cerrado e floresta da bacia do Xingu, registrou a presença de 825 espécies animais.

- O Povo Kawaiweté que mora no Parque do Xingu é agricultor da floresta. Faz policultivos complexos em pequenas áreas com alta diversificação de plantas e melhoramento genético das espécies. O amendoim, por exemplo, apresenta 42 variedades identificadas e selecionadas pelos Kawaiweté.

- Todos os povos do Xingu possuem uma relação especial com as abelhas, que lhe proporcionam mel e cera e possuem papel importante na sua cosmologias e na polinização das suas florestas. Os Kawaiweté, por exemplo, conhecem mais de 40 espécies de abelhas, o povo Ikpeng têm critérios para classificação das abelhas em famílias e o povo Kisêdje possui um sistema de classificação que abrange 33 espécies de abelhas nativas.

No Xingu, os índios não deixam bens de herança para os filhos. Eles preferem deixar um meio ambiente saudável, para ser desfrutado pelas futuras gerações.

© Rosana Gasparini/ISA

- Os índios não trabalham para acumular riquezas e deixar para os filhos. Acreditam que os filhos também conseguirão realizar as tarefas necessárias para sua sobrevivência saudável, da mesma forma como eles também conseguiram. A herança para os índios e para as populações tradicionais é deixar o meio ambiente saudável, igual ou melhor ao que desfrutaram.

- Os povos indígenas do Xingu possuem um modo de administrar a vida familiar peculiar e prático. As mulheres se sentem responsáveis pelas crianças da aldeia . Quando uma mãe tem que se ausentar outras mulheres amamentarão seu bebê e cuidarão das crianças.

- Os mais idosos não precisam ficar preocupados se serão abandonados ou isolados do convívio familiar. O que concebemos como um sistema previdenciário gerenciado pelo Estado, está embutido na organização da sociedade e no modo de viver desses povos.

- Os 26 diferentes idiomas falados pelos povos indígenas no Corredor de diversidade socioambiental do Xingu podem exprimir aspectos linguísticos e capacidades cognitivas que nós nem imaginamos. São maneiras de raciocinar, tipos de conexões lógicas feitas pelo cérebro humano que nós não conhecemos toda sua extensão. São patrimônio da humanidade e podem nos ser útil em várias situações, sobretudo aquelas extremas que requeiram adaptações na nossa forma de pensar sobre nós mesmos e sobre o mundo que vivemos.

           

Serviços Socioambientais

Serviços Socioambientais

© Lilo Clareto /ISA

O território do Xingu presta importantes serviços socioambientais para a humanidade.

Saiba +

Se o Corredor do Xingu não existisse, os brasileiros teriam que conviver com 1 bilhão de toneladas de CO2 a mais na atmosfera.

ServSocAmbSaibaMaisImg01

Carbono:

- A contribuição do Corredor de Sociobiodiversidade do Xingu para o clima, ao armazenar carbono em forma de árvores, é maior que a contribuição de todo o mercado voluntário de carbono nos últimos 10 anos (1,16 bilhões de toneladas de CO2e e 0,93 bilhões de CO2e, respectivamente).

- A preço de mercado, o estoque de carbono do Corredor de Sociobiodiversidade do Xingu valeria aproximadamente R$ 256 bilhões, considerando o valor médio do carbono de projetos de REDD (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação) nos últimos anos.

- O estoque de carbono do Corredor de Sociobiodiversidade do Xingu corresponde a cerca de 10 vezes as emissões brasileiras de todos os setores em 2013 – agropecuária, processos industriais, mudança de uso da terra, resíduos e energia.

O Xingu transporta até 800 bilhões de litros de água do solo para a atmosfera todo dia. Com isso, contribui diretamente com as chuvas no Sul e Sudeste do Brasil.

© Pedro Martinelli/ISA

Chuvas:

- O volume de água evaporada/transpirada nas florestas do Corredor de Sociobiodiversidade do Xingu em apenas um dia equivale aproximadamente a 881 bilhões de litros, o que é suficiente para atender a demanda hídrica da área plantada com soja em todo o Centro-Oeste do Brasil (13 milhões de hectares), o dobro da área plantada no estado do Mato Grosso (7,9 milhões de ha.) e mais da metade da área plantada com soja no Brasil em 2013 (28 milhões de ha).

- A quantidade de água que as florestas do Corredor de Sociobiodiversidade do Xingu lançam à atmosfera (por meio da evapotranspiração) é suficiente para irrigar uma área de plantação de soja de aproximadamente 15,1 milhões de hectares, cujo valor bruto ultrapassa os R$ 45 bilhões ano.

No Xingu é produzido o Tikyt: um sal vegetal à base de potássio, que evita o aumento da pressão arterial.

FrazaoProduction/Shutterstock.com

Biodiversidade:

- O Tikyt – conhecido como sal vegetal, é patrimônio do conhecimento de várias etnias do PIX, mas principalmente do povo Aweti do Parque do Xingu–, produzido através do processamento da planta aquática Aguapé, resulta em um sal à base de potássio e não de sódio como o sal marinho, que não provoca alta de pressão arterial, um dos efeitos nocivos do sal que consumimos hoje nas cidades.

- Pelo menos 187 espécies animais presentes na lista de animais ameaçados de extinção da IUCN de 2009 habitam a região da bacia do Xingu.

- O monitoramento de uma única propriedade de 82.000 hectares localizada na floresta de transição entre Cerrado e floresta da bacia do Xingu, registrou a presença de 825 espécies animais.

- O Povo Kawaiweté que mora no Parque do Xingu é agricultor da floresta. Faz policultivos complexos em pequenas áreas com alta diversificação de plantas e melhoramento genético das espécies. O amendoim, por exemplo, apresenta 42 variedades identificadas e selecionadas pelos Kawaiweté.

- Todos os povos do Xingu possuem uma relação especial com as abelhas, que lhe proporcionam mel e cera e possuem papel importante na sua cosmologias e na polinização das suas florestas. Os Kawaiweté, por exemplo, conhecem mais de 40 espécies de abelhas, o povo Ikpeng têm critérios para classificação das abelhas em famílias e o povo Kisêdje possui um sistema de classificação que abrange 33 espécies de abelhas nativas.

No Xingu, os índios não deixam bens de herança para os filhos. Eles preferem deixar um meio ambiente saudável, para ser desfrutado pelas futuras gerações.

© Rosana Gasparini/ISA

- Os índios não trabalham para acumular riquezas e deixar para os filhos. Acreditam que os filhos também conseguirão realizar as tarefas necessárias para sua sobrevivência saudável, da mesma forma como eles também conseguiram. A herança para os índios e para as populações tradicionais é deixar o meio ambiente saudável, igual ou melhor ao que desfrutaram.

- Os povos indígenas do Xingu possuem um modo de administrar a vida familiar peculiar e prático. As mulheres se sentem responsáveis pelas crianças da aldeia . Quando uma mãe tem que se ausentar outras mulheres amamentarão seu bebê e cuidarão das crianças.

- Os mais idosos não precisam ficar preocupados se serão abandonados ou isolados do convívio familiar. O que concebemos como um sistema previdenciário gerenciado pelo Estado, está embutido na organização da sociedade e no modo de viver desses povos.

- Os 26 diferentes idiomas falados pelos povos indígenas no Corredor de diversidade socioambiental do Xingu podem exprimir aspectos linguísticos e capacidades cognitivas que nós nem imaginamos. São maneiras de raciocinar, tipos de conexões lógicas feitas pelo cérebro humano que nós não conhecemos toda sua extensão. São patrimônio da humanidade e podem nos ser útil em várias situações, sobretudo aquelas extremas que requeiram adaptações na nossa forma de pensar sobre nós mesmos e sobre o mundo que vivemos.

           

Serviços Socioambientais

Se o Corredor do Xingu não existisse, os brasileiros teriam que conviver com 1 bilhão de toneladas de CO2 a mais na atmosfera.

Carbono:

– A contribuição do Corredor de Sociobiodiversidade do Xingu para o clima, ao armazenar carbono em forma de árvores, é maior que a contribuição de todo o mercado voluntário de carbono nos últimos 10 anos (1,16 bilhões de toneladas de CO2e e 0,93 bilhões de CO2e, respectivamente).

– A preço de mercado, o estoque de carbono do Corredor de Sociobiodiversidade do Xingu valeria aproximadamente R$ 256 bilhões, considerando o valor médio do carbono de projetos de REDD (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação) nos últimos anos.

– O estoque de carbono do Corredor de Sociobiodiversidade do Xingu corresponde a cerca de 10 vezes as emissões brasileiras de todos os setores em 2013 – agropecuária, processos industriais, mudança de uso da terra, resíduos e energia.

O Xingu transporta até 800 bilhões de litros de água do solo para a atmosfera todo dia. Com isso, contribui diretamente com as chuvas no Sul e Sudeste do Brasil.

Chuvas:

– O volume de água evaporada/transpirada nas florestas do Corredor de Sociobiodiversidade do Xingu em apenas um dia equivale aproximadamente a 881 bilhões de litros, o que é suficiente para atender a demanda hídrica da área plantada com soja em todo o Centro-Oeste do Brasil (13 milhões de hectares), o dobro da área plantada no estado do Mato Grosso (7,9 milhões de ha.) e mais da metade da área plantada com soja no Brasil em 2013 (28 milhões de ha).

– A quantidade de água que as florestas do Corredor de Sociobiodiversidade do Xingu lançam à atmosfera (por meio da evapotranspiração) é suficiente para irrigar uma área de plantação de soja de aproximadamente 15,1 milhões de hectares, cujo valor bruto ultrapassa os R$ 45 bilhões ano.

No Xingu é produzido o Tikyt: um sal vegetal à base de potássio, que evita o aumento da pressão arterial.

Biodiversidade:

– O Tikyt – conhecido como sal vegetal, é patrimônio do conhecimento de várias etnias do PIX, mas principalmente do povo Aweti do Parque do Xingu–, produzido através do processamento da planta aquática Aguapé, resulta em um sal à base de potássio e não de sódio como o sal marinho, que não provoca alta de pressão arterial, um dos efeitos nocivos do sal que consumimos hoje nas cidades.

– Pelo menos 187 espécies animais presentes na lista de animais ameaçados de extinção da IUCN de 2009 habitam a região da bacia do Xingu.

– O monitoramento de uma única propriedade de 82.000 hectares localizada na floresta de transição entre Cerrado e floresta da bacia do Xingu, registrou a presença de 825 espécies animais.

– O Povo Kawaiweté que mora no Parque do Xingu é agricultor da floresta. Faz policultivos complexos em pequenas áreas com alta diversificação de plantas e melhoramento genético das espécies. O amendoim, por exemplo, apresenta 42 variedades identificadas e selecionadas pelos Kawaiweté.

– Todos os povos do Xingu possuem uma relação especial com as abelhas, que lhe proporcionam mel e cera e possuem papel importante na sua cosmologias e na polinização das suas florestas. Os Kawaiweté, por exemplo, conhecem mais de 40 espécies de abelhas, o povo Ikpeng têm critérios para classificação das abelhas em famílias e o povo Kisêdje possui um sistema de classificação que abrange 33 espécies de abelhas nativas.

No Xingu, os índios não deixam bens de herança para os filhos. Eles preferem deixar um meio ambiente saudável, para ser desfrutado pelas futuras gerações.

– Os índios não trabalham para acumular riquezas e deixar para os filhos. Acreditam que os filhos também conseguirão realizar as tarefas necessárias para sua sobrevivência saudável, da mesma forma como eles também conseguiram. A herança para os índios e para as populações tradicionais é deixar o meio ambiente saudável, igual ou melhor ao que desfrutaram.

– Os povos indígenas do Xingu possuem um modo de administrar a vida familiar peculiar e prático. As mulheres se sentem responsáveis pelas crianças da aldeia . Quando uma mãe tem que se ausentar outras mulheres amamentarão seu bebê e cuidarão das crianças.

– Os mais idosos não precisam ficar preocupados se serão abandonados ou isolados do convívio familiar. O que concebemos como um sistema previdenciário gerenciado pelo Estado, está embutido na organização da sociedade e no modo de viver desses povos.

– Os 26 diferentes idiomas falados pelos povos indígenas no Corredor de diversidade socioambiental do Xingu podem exprimir aspectos linguísticos e capacidades cognitivas que nós nem imaginamos. São maneiras de raciocinar, tipos de conexões lógicas feitas pelo cérebro humano que nós não conhecemos toda sua extensão. São patrimônio da humanidade e podem nos ser útil em várias situações, sobretudo aquelas extremas que requeiram adaptações na nossa forma de pensar sobre nós mesmos e sobre o mundo que vivemos.

     

Território

MobileTerritorioOrigens02

O Xingu é um dos territórios de diversidade socioambiental do Origens Brasil®.

Saiba +

   

Território

territorio_mobile
X
 
X
Kaiabi
Os Caiabis são um grupo indígena que habita no Norte do estado brasileiro do Mato Grosso, mais precisamente no Parque Indígena do Xingu.
Panará
Os Panará – também conhecidos por Kreenakarore – são um povo indígena de língua Gê. Este povo foi contatado pela Funai em 1973 na...
Kuruáya
Os Kuruáya sofreram uma grande desestruturação da vida em suas aldeias no rio Curuá devido ao trabalho forçado nos seringais e castanhais. Nos séculos...
Xipaya
Da família linguística juruna do tronco Tupi, a população Xipaya soma 84 pessoas. Este povo vive na Terra Indígena Xipaya, às margens dos rios...
Yudja
Os Yudjá, também conhecidos como Juruna, falam uma língua tupi. Eles contam que sua área original estendia-se por toda a região da Volta Grande...
Kawaiweté
Os Kawaiweté, também conhecidos como Kaiabi, possuem uma população de aproximadamente 2 mil pessoas. Perseguidos e escravizados pelos seringalistas dos rios Teles Pires -...
Ikpeng
Os Ikpeng falam uma língua do tronco linguístico karib. Viviam na região do rio Jatobá, tributário do rio Xingu, foram levados pelos irmãos Villas...
Aweti
Os Aweti falam a língua tupi e vivem bem no coração do alto Rio Xingu dentro do Parque Indígena do Xingu. Fazem parte do...
Extrativistas
As populações extrativistas são caracterizadas pela extração de produtos da natureza que servem para seu próprio consumo e também para comercialização. Essas populações possuem...
Kayapó
Os Kayapó se autodenominam Mebengôkre e são falantes de língua da família Jê. O povo Kayapó soma mais de 8 mil pessoas. Os Kayapós...
 

Território

Território do Xingu

territorio_desk
X
Kaiabi
Os Caiabis são um grupo indígena que habita no Norte do estado brasileiro do Mato Grosso, mais precisamente no Parque Indígena do Xingu.
Panará
Os Panará – também conhecidos por Kreenakarore – são um povo indígena de língua Gê. Este povo foi contatado pela Funai em 1973 na época da abertura da rodovia que ligou Cuiabá a Santarém. O contato foi traumático para os Panará que assistiram sua população diminuir drasticamente devido às sucessivas epidemias, chegando muito próximos da extinção. Foram transferidos para o Parque Indígena do Xingu em janeiro de 1975. Em 1991, os Panará voltaram a sua terra tradicional. Esta área está situada entre as cabeceiras dos formadores do rio Iriri e o rio Ipiranga, entre os estados do Mato Grosso e Pará e forma hoje a Terra Indígena Panará. Os Panará somam hoje  cerca de 430 pessoas. Eles plantam milho, batata, cará, várias espécies de banana, mandioca, abóbora e amendoim. Culturalmente, a corrida de toras é a atividade cerimonial mais importante. Ela é feita em vários momentos: na festa da puberdade feminina; após expedições guerreiras. É a maior demonstração pública da força e energia masculina. Fonte: ISA (de Olho na Bacia do Xingu e www.pibsocioambiental.org).
Kuruáya
Os Kuruáya sofreram uma grande desestruturação da vida em suas aldeias no rio Curuá devido ao trabalho forçado nos seringais e castanhais. Nos séculos XVIII e XIX eles foram conduzidos pelos jesuítas até a Missão Tauaquara que foi o embrião da cidade de Altamira. As consequências deste período foram desastrosas. Os Kuruáya chegaram a ser considerados extintos na década de 1960.  A conquista de sua Terra Indígena garantiu o reconhecimento de sua identidade étnica. A população total chega a 159 pessoas. A agricultura é uma das principais atividades e o cultivo da mandioca brava, para a produção da farinha, um cultivo importante. O rio Curuá que margeia as terras dos Kuruáya é rico em peixes. Por isso, a pesca é uma também uma atividade importante para este povo. Uma parte dos Kuruáya vive na cidade de Altamira e convivem com outros povos indígenas. Fonte: ISA (de Olho na Bacia do Xingu e www.pibsocioambiental.org).
Xipaya
Da família linguística juruna do tronco Tupi, a população Xipaya soma 84 pessoas. Este povo vive na Terra Indígena Xipaya, às margens dos rios Iriri e Curuá, na cidade de Altamira e na Volta Grande do Xingu. A excelência na navegação permitiu que percorressem os caminhos tortuosos do rio Xingu e chegassem a seus afluentes, os rios Iriri e Curuá. Foram perseguidos pelos colonizadores e forçados a trabalhar para os patrões da borracha. Na década de 1970, os Xipaya iniciaram um movimento que resultou na unificação do grupo e na conquista de suas terras. Este movimentou começou a partir da família de Tereza Xipaya de Carvalho e seus 22 filhos. Grande parte dos Xipaya fala o português, alguns anciões em Altamira ainda sabem a língua nativa. O povo Xipaya tem uma produção diversificada. Além da caça e da pesca, eles também praticam a agricultura e a pecuária nos roçados e nos quintais. Os Xipaya também vendem arroz, farinha, pequenos animais, óleo de coco e castanha do pará. Fonte: ISA (de Olho na Bacia do Xingu e www.pibsocioambiental.org).
Yudja
Os Yudjá, também conhecidos como Juruna, falam uma língua tupi. Eles contam que sua área original estendia-se por toda a região da Volta Grande do Xingu, onde hoje está situada a cidade de Altamira e a Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Foi o avanço da economia da seringa no final do século 19 que obrigou os Yudjá a subirem o rio Xingu e buscar refúgio na fronteira de Mato Grosso, a parte de sua população que permaneceu na região de Altamira foram arregimentados como soldados da borracha. São reconhecidos por todos os povos xinguanos como os grandes conhecedores do rio Xingu. Suas quatro aldeias estão localizadas na parte norte do Parque Indígena do Xingu. Apesar de todas as dificuldades pelas quais passaram, os Yudjá somam hoje 348 pessoas. Os Yudja são grandes produtores de cauim ou caxiri, uma bebida fermentada feita a partir da mandioca. Há o cauim do tipo dubia, bastante embriagante, e o caium yakupa que é refrescante e consumido diariamente no seio da família. A arte Juruna é caracterizada pelas cores fortes de suas cerâmicas, que geralmente são constituídas por resinas, assim como é relevante o trabalho apresentado também nas cestarias, colares e vestimentas de rituais. Conheça um pouco mais sobre os Yudjá neste vídeo:  http://pib.socioambiental.org/pt/povo/yudja/2360. Fonte: ISA (de Olho na Bacia do Xingu) e Instituto Raoni
Kawaiweté
Os Kawaiweté, também conhecidos como Kaiabi, possuem uma população de aproximadamente 2 mil pessoas. Perseguidos e escravizados pelos seringalistas dos rios Teles Pires - MT e Tapajós – PA aceitaram o convite dos Villas-Bôas para se mudarem para o Parque na década de 50. Parte de sua população permaneceu nessas regiões, mas a maior parte dela vive atualmente no Parque Indígena do Xingu. A língua dos Kawaiweté é da família tupi-guarani. Se destacam pela prática de uma agricultura forte e diversificada. A base alimentar, composta pela farinha de mandioca e pelo peixe, é complementada por beijus, mingaus à base de mandioca, milho, amendoim, banana e frutas silvestres. Os complexos padrões gráficos de inspiração mitológica chamam a atenção no artesanato dos Kaiabi. Os artefatos mais conhecidos são suas peneiras e os cestos que são confeccionados pelos homens. O trabalho artesanal feminino mais elaborado é a tecelagem do algodão para a fabricação das redes e os colares de tucum lisos ou com figuras de animais. Fonte: ISA (de Olho na Bacia do Xingu)
Ikpeng
Os Ikpeng falam uma língua do tronco linguístico karib. Viviam na região do rio Jatobá, tributário do rio Xingu, foram levados pelos irmãos Villas Bôas para dentro do Parque em 1967. Sua população na época do contato estava reduzida a 48 pessoas. Vítima de perseguições e epidemias os Ikpeng quase foram extintos. Atualmente somam 459 pessoas que vivem em três aldeias, sendo a principal delas a aldeia Moygu. Os Ikpeng são muito atuantes na defesa da área do Parque, vigiando e apreendendo invasores, como madeireiros e pescadores. Os Ikpeng também valorizam muito seu modo de vida e sua cultura e sabem usar bem as tecnologias de comunicação e de áudio-visual. No seu website (http://www.ikpeng.org/index.php) é possível ver sua preocupação em manter as tradições. Na aba educação, por exemplo, eles ressaltam: “Na educação Ikpeng os mais velhos acordam de madrugada para aconselhar os filhos, netos e genros para trabalhar, pescar, sustentar a família da sogra, e assim programam as atividades diárias, de dentro da casa.” Para manter viva sua cultura e divulgá-la os Ikpeng já produziram um CD com cantos tradicionais e quatro filmes que também podem ser adquiridos na lojinha do website. Fonte: ISA (de Olho na Bacia do Xingu)
Aweti
Os Aweti falam a língua tupi e vivem bem no coração do alto Rio Xingu dentro do Parque Indígena do Xingu. Fazem parte do complexo cultural altoxinguano do Uluri, onde povos culturalmente diferentes, que falam línguas diferentes, através de um sistema de convivência e trocas ao longo de muitos anos, passam a compartilhar manifestações e padrões culturais, preservando sua identidade. A população dos Aweti é de 195 pessoas e se divide em duas aldeias. Registra a história que desde os tempos passados suas aldeias eram frequentadas constantemente por vários povos e serviam como postos dos correios onde chegavam notícias e recados para serem transmitidos para várias direções. Os Aweti também são conhecidos como hábeis comerciantes, atuando como intermediários e estimulando as redes de troca entre os povos. São especialistas na produção de sal vegetal, que chamam de tikyt. As famílias produzem esse ingrediente indispensável para sua própria dieta e para trocar com os outros povos, pois este produto é bastante procurado pelas comunidades altoxinguanas. Fonte: ISA (de Olho na Bacia do Xingu)
Extrativistas
As populações extrativistas são caracterizadas pela extração de produtos da natureza que servem para seu próprio consumo e também para comercialização. Essas populações possuem uma economia diversificada baseada em seu profundo conhecimento da floresta e em atividades como caça, pesca, roça e extrativismo de diferentes produtos. Os extrativistas da Terra do Meio se autodenominam “Beiradeiros”. Eles são descendentes dos nordestinos que vieram para a região para trabalhar como seringueiros no final do século XIX e também de povos indígenas originários da região. Para os extrativistas da Terra do Meio cuidar da floresta é condição para continuarem existindo. O modo de vida, os conhecimentos e práticas dos extrativistas da Terra do Meio continuam se desenvolvendo e são passados de geração em geração promovendo a diversidade socioambiental do Xingu.  
Kayapó
Os Kayapó se autodenominam Mebengôkre e são falantes de língua da família Jê. O povo Kayapó soma mais de 8 mil pessoas. Os Kayapós vivem em aldeias dispersas ao longo do curso superior dos rios Iriri, Bacajá, Fresco e de outros afluentes do rio Xingu, desenhando no Brasil Central uma das maiores áreas indígenas do Brasil subdividido em sete terras indígenas. A beleza da cultura e a luta ativa pela garantia de seus direitos e áreas tradicionais fez os Kayapó mundialmente conhecidos. Na mitologia Kayapó, os índios, as plantas, os peixes e outros animais se misturam, se tornam parentes e se transformam, em grandes sagas e aventuras heroicas. A pintura corporal e uma ornamentação bastante colorida são características marcantes da estética Kayapó. Hoje o povo Kayapó é responsável pela conservação de uma grande área de florestas e cerrados, que contribui diretamente para a conservação da biodiversidade, assim como para a manutenção do regime de chuvas e do clima. Conheça mais sobre os Kayapós, assista aos vídeos: http://pib.socioambiental.org/pt/povo/kayapo/2347   https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&cad=rja&uact=8&ved=0CB0QtwIwAGoVChMIjcK3xpuLxgIVS5ENCh2GHQBv&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DHAQmWXCQaac&ei=o157Vc3kDMuiNoa7gPgG&usg=AFQjCNGchQmXllyQiSiq4evA2JyrTa8jlg&bvm=bv.95515949,d.eXY   https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=3&cad=rja&uact=8&ved=0CCMQtwIwAmoVChMIjcK3xpuLxgIVS5ENCh2GHQBv&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DieNSpGrvdzM&ei=o157Vc3kDMuiNoa7gPgG&usg=AFQjCNFUh3DQyUTJYuoQsHVYf87qJLZLNA&bvm=bv.95515949,d.eXY     Fonte: ISA (de Olho na Bacia do Xingu e www.pibsocioambiental.org)    

Saiba +

   

Saiba Mais

Xingu, o 1º Território de Diversidade Socioambiental

O Território do Xingu é uma forte referência da diversidade socioambiental da Amazônia Brasileira, pois se constitui em um dos mais extensos conjuntos de áreas protegidas interligadas do mundo, que abriga uma altíssima diversidade socioambiental, abrangendo 2 biomas (Amazônia e Cerrado) com centenas de paisagens florestais e abrigando diversos povos com cultura e línguas diferentes.

Estas características, aliadas a existência de um conjunto de instituições que se articularam e promovem as cadeias de produtos agroextrativistas, constituem uma base de governança fundamental para que o território Xingu fosse escolhido como o primeiro Território de Diversidade Socioambiental pelo selo Origens Brasil®

Contrastes (desmatamento x áreas protegidas)

O Território do Xingu se encontra na fronteira agrícola da Amazônia, região que está sob intensa pressão do agronegócio e de atividades ilegais ligadas a grilagem, exploração madeireira e desmatamento. A região abriga alguns dos principais municípios responsáveis pelas maiores taxas de desmatamento da Amazônia nos últimos anos.

Apesar dessas pressões, o Território Xingu ainda encontra-se conservado, graças às áreas protegidas, que formam um dos maiores corredores contínuos do mundo, abrigando 21 Terras Indígenas e 9 Unidades de Conservação de diferentes categorias.

 

Esse corredor de áreas protegidas (Terras Indígenas e Unidades de Conservação), vitalizado com o protagonismo dos povos que lá residem, têm funcionado como uma barreira efetiva ao desmatamento regional. Analisando imagens de satélite da região, se compararmos o desmatamento ocorrido dentro do corredor com o ocorrido no seu entorno, é possível visualizar claramente que o desmatamento do entorno é abrangente e desordenado e que o Território de Diversidade Socioambiental do Xingu vem cumprindo um papel fundamental na proteção das florestas, da biodiversidade da região e dos serviços ambientais associados.

Somente dentro do Território do Xingu são 29 povos, com costumes e línguas diferenciadas, somando mais de 17.000 pessoas que vêm historicamente atuando como guardiões deste imenso território.

  • 26 Povos Indígenas, além de extrativistas, seringueiros, castanheiros, e outros.
  • 26 línguas faladas, sendo 16 delas somente no parque indígena do Xingu, sendo uma delas ainda isoladas em pleno século XXI;
  • Mais de 17.000 pessoas vivendo nas áreas protegidas;

 

Estes povos possuem uma relação intrínseca com a floresta e um conjunto de saberes e práticas associadas ao manejo dos recursos naturais. Ele diz respeito aos sistemas de conhecimento – saberes em si e modos de transmissão – associado à cultura material, imaterial e a biodiversidade, que são repassados de geração para geração, e que constitui a base para a reprodução social e cultural destes povos

O manejo tradicional dos recursos florestais realizado por eles, geralmente está associado ao uso de múltiplos produtos, reduzindo a demanda e pressão sob poucas espécies, e realizados em uma escala e intensidade de baixo impacto sobre a floresta e sua biodiversidade.

 

Fonte: De olho na bacia do Xingu, 2012.

Outras informações acesse:

http://www.socioambiental.org/sites/blog.socioambiental.org/files/publicacoes/de-olho-bacia-xingu_150dpi.pdf

     

Produtor

nome Bekwynhpa Kayapó

Kayapó integrante do Origens Brasil® que ajuda a proteger a diversidade do Xingu com seu trabalho.

Saiba +

             

Produtor

Bekwynhpa Kayapó

    nome
    Bekwynhpa Kayapó
    IDADE
    1981-11-08
    EXTRATIVISTA / INDÍGENA
    Kayapó
    Localização
    Território do Xingu

Kayapó integrante do Origens Brasil® que ajuda a proteger a diversidade do Xingu com seu trabalho.

EXTRATIVISTA / INDÍGENA

Os Kayapó se autodenominam Mebengôkre e são falantes de língua da família Jê. O povo Kayapó soma mais de 8 mil pessoas. Os Kayapós vivem em aldeias dispersas ao longo do curso superior dos rios Iriri, Bacajá, Fresco e de outros afluentes do rio Xingu, desenhando no Brasil Central uma das maiores áreas indígenas do Brasil subdividido em sete terras indígenas. A beleza da cultura e a luta ativa pela garantia de seus direitos e áreas tradicionais fez os Kayapó mundialmente conhecidos. Na mitologia Kayapó, os índios, as plantas, os peixes e outros animais se misturam, se tornam parentes e se transformam, em grandes sagas e aventuras heroicas. A pintura corporal e uma ornamentação bastante colorida são características marcantes da estética Kayapó. Hoje o povo Kayapó é responsável pela conservação de uma grande área de florestas e cerrados, que contribui diretamente para a conservação da biodiversidade, assim como para a manutenção do regime de chuvas e do clima. Conheça mais sobre os Kayapós, assista aos vídeos: http://pib.socioambiental.org/pt/povo/kayapo/2347   https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&cad=rja&uact=8&ved=0CB0QtwIwAGoVChMIjcK3xpuLxgIVS5ENCh2GHQBv&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DHAQmWXCQaac&ei=o157Vc3kDMuiNoa7gPgG&usg=AFQjCNGchQmXllyQiSiq4evA2JyrTa8jlg&bvm=bv.95515949,d.eXY   https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=3&cad=rja&uact=8&ved=0CCMQtwIwAmoVChMIjcK3xpuLxgIVS5ENCh2GHQBv&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DieNSpGrvdzM&ei=o157Vc3kDMuiNoa7gPgG&usg=AFQjCNFUh3DQyUTJYuoQsHVYf87qJLZLNA&bvm=bv.95515949,d.eXY     Fonte: ISA (de Olho na Bacia do Xingu e www.pibsocioambiental.org)    

Produtos deste produtor
Alguns dos demais produtores
     

Produtor

Bekwynhpa Kayapó

    nome
    Bekwynhpa Kayapó
    Idade
    1981-11-08
    EXTRATIVISTA / INDÍGENA
    Kayapó
    Localização
    Território do Xingu

Kayapó integrante do Origens Brasil® que ajuda a proteger a diversidade do Xingu com seu trabalho.

EXTRATIVISTA / INDÍGENA

Os Kayapó se autodenominam Mebengôkre e são falantes de língua da família Jê. O povo Kayapó soma mais de 8 mil pessoas. Os Kayapós...

Saiba +

Produtos Origens Brasil
     

Saiba Mais

Kayapó

Os Kayapó se autodenominam Mebengôkre e são falantes de língua da família Jê. O povo Kayapó soma mais de 8 mil pessoas. Os Kayapós vivem em aldeias dispersas ao longo do curso superior dos rios Iriri, Bacajá, Fresco e de outros afluentes do rio Xingu, desenhando no Brasil Central uma das maiores áreas indígenas do Brasil subdividido em sete terras indígenas. A beleza da cultura e a luta ativa pela garantia de seus direitos e áreas tradicionais fez os Kayapó mundialmente conhecidos. Na mitologia Kayapó, os índios, as plantas, os peixes e outros animais se misturam, se tornam parentes e se transformam, em grandes sagas e aventuras heroicas. A pintura corporal e uma ornamentação bastante colorida são características marcantes da estética Kayapó. Hoje o povo Kayapó é responsável pela conservação de uma grande área de florestas e cerrados, que contribui diretamente para a conservação da biodiversidade, assim como para a manutenção do regime de chuvas e do clima. Conheça mais sobre os Kayapós, assista aos vídeos:

Vídeo Artesanato Kayapó 1

Vídeo Artesanato Kayapó 2

Fonte: ISA (de Olho na Bacia do Xingu e www.pibsocioambiental.org) e APF ( Associação Floresta Protegida)

Vídeo Artesanato Kayapó 1

Vídeo Artesanato Kayapó 2

Fonte: ISA (de Olho na Bacia do Xingu e www.pibsocioambiental.org)

     

Produto

Mochila com pintura Kayapó

Mochila pintada à mão pelas índias Kayapó. Feitas com teci1do 100% reciclado, utiliza banner upcyclied como forro.

Saiba +

               

Início

Produto

Mochila com pintura Kayapó

Mochila com tecidos exclusivos, pintada à mão pelas índias Kayapó. Feitas com tecido 100% reciclado, utiliza banner como forro.

Mais sobre a extração deste produto
     

Produto

Mochila com pintura Kayapó

Mochila com tecidos exclusivos, pintada à mão pelas índias Kayapó. Feitas com tecido 100% reciclado, utiliza banner como forro.

Saiba +

Mais sobre a extração deste produto
   

Início

Saiba Mais

Mochila com pintura Kayapó

A pintura é realizada com matérias-primas naturais como o jenipapo (m’rôti) e um tipo específico de carvão (bàri prã), e são realizadas pelas mulheres, que são as detentoras das técnicas de pintura. Desde quando se tornam mães, estas pintam os corpos de seus maridos e filhos quase que cotidianamente. Os grafismos, feitos nos corpos ou nas telas, são chamados ‘ôk.  As artistas Kayapó desenvolvem os grafismos capturando e reinventando elementos de sua cosmologia, como animais e plantas. Assim, cada pintura reflete ao mesmo tempo um conhecimento coletivo e uma criatividade individual de quem a produziu.

Produzida em parceria com a organização indígena (Associação Floresta Protegida), 10% do valor de cada mochila comercializada é revertido aos povos indígenas, como forma de sustentabilidade da arte tradicional de pinturas manuais dos Kayapós.

A pintura é realizada com matérias-primas naturais como o jenipapo (m’rôti) e um tipo específico de carvão (bàri prã), e são realizadas pelas mulheres, que são as detentoras das técnicas de pintura. Desde quando se tornam mães, estas pintam os corpos de seus maridos e filhos quase que cotidianamente. Os grafismos, feitos nos corpos ou nas telas, são chamados ‘ôk.  As artistas Kayapó desenvolvem os grafismos capturando e reinventando elementos de sua cosmologia, como animais e plantas. Assim, cada pintura reflete ao mesmo tempo um conhecimento coletivo e uma criatividade individual de quem a produziu.

Produzida em parceria com a organização indígena (Associação Floresta Protegida), 10% do valor de cada mochila comercializada é revertido aos povos indígenas, como forma de sustentabilidade da arte tradicional de pinturas manuais dos Kayapós.

     

Área Protegida

Terra Indígena Kayapó

A Terra Indígena Kayapó está localizada na região Sudeste do Estado do Pará, ocupando porções dos municípios de Bannach, Cumaru do Norte, Ourilândia do Norte e São Felix do Xingu. Com uma extensão de 3 milhões de hectares esta área abriga 4 mil indígenas. Localizada na região conhecida como “Arco do desmatamento”, a Terra Indígena Kayapó foi criada em 1985 e homologada em 2012. A Terra Indígena sofre uma enorme pressão em função da abertura de estradas e de grandes pastagens, assim como da exploração madeireira e mineral. Neste contexto os Kayapó e suas organizações tem procurado valorizar os conhecimentos indígenas na gestão de suas áreas, com base no uso sustentável da biodiversidade. O desenvolvimeo de alternativas econômicas sustentáveis constitui um elemento fundamental para a melhoria da qualidade de vida, para a reprodução da cultura Kayapó e para a continuidade de sua luta em prol da floresta e dos rios, que são partes inseparáveis de suas vidas.

Fonte: ISA (de Olho na Bacia do Xingu e www.ti.socioambiental.org)

     
legenda
Território do Xingu
localização do produto
extrativista ou grupo
Terra Indígena Kayapó